ARROZ
O costume de jogar arroz nos noivos, após a cerimônia de
casamento, é um dos ritos mais antigos e originou-se com os antigos
hindus e chineses. Nessas culturas, o arroz era símbolo de
frutificação e prosperidade. Acreditava-se que comer arroz e outros
grãos garantia saúde, riqueza e felicidade. Lançar arroz nos
noivos, exprimia o desejo de fertilidade para o casal.
ALIANÇAS
Esse anel, aliança, surgiu entre os gregos e os romanos, vindo
de um costume hindu de usar um anel para simbolizar o casamento. Os
romanos acreditavam que no quarto dedo da mão esquerda passava uma
veia que estava diretamente ligada ao coração, costume carregado
culturalmente até os dias de hoje.
No início a aliança era tida como um certificado de propriedade
da noiva, ou de compra da noiva, indicando que a mesma não estava
mais apta a outros pretendentes. A partir do século IX a igreja
cristã adotou a aliança como um símbolo de união e fidelidade entre
casais cristãos.
BOLO CASAMENTO
A tradição de servir bolos em casamentos remonta à Roma antiga.
Era costume, nas famílias mais abastadas, preparar uma massa com
ingredientes especiais, tradicionalmente usados como oferenda aos
deuses, como frutas secas, nozes e mel. Este doce não era para ser
consumido, mas os convidados o amassavam por cima da cabeça da
noiva, tal como se faz hoje com arroz na saída da igreja.
Desejava-se que os deuses trouxessem prosperidade, sorte e
fertilidade.
A LENDA DO BEM-CASADO
O bem-casado representa duas partes que se unem e são seladas
pela cumplicidade e respeito mútuo. Para se ter muita sorte e
felicidade nesta união, deverá ser distribuído um bem-casado a cada
convidado. Diz a lenda que todo aquele que saborear um bem-casado,
estará sendo abençoado com a mesma sorte e felicidade dos noivos.
Basta fazer um pedido antes de dar a primeira mordida.
BEIJO
O primeiro beijo trocado pelos noivos no encerramento da
cerimônia teve diversos significados ao longo dos tempos. Muitas
culturas acreditavam que o casal trocava espíritos na respiração e
parte de suas almas também eram compartilhadas.
O beijo tradicional que conclui a cerimônia de casamento sela a
união e a partilha do casal na frente dos amigos e familiares.
Os romanos acreditavam que parte da alma de um dos noivos
passava para o outro através do beijo, ficando assim unidos para
toda a vida.
BOUQUET
Para os antigos gregos e romanos, o bouquet era formado por uma
mistura de alho e ervas ou grãos. Esperava-se que o alho afastasse
espíritos maus e as ervas ou grãos garantissem uma união frutífera.
A entrega do bouquet representa a despedida da noiva, que o atira
para repartir com os convidados, num gesto generoso, a sua
felicidade
O CASAMENTO
A palavra casamento deriva de casar, verbo que vem de casa. No
antigo sistema patriarcal, "os pais casavam os filhos", uma vez que
os pais tinham que ceder uma parte da sua propriedade para o
sustento e a moradia da nova família.
A cerimônia de casamento nasceu na Roma antiga, onde aconteceram
as primeiras uniões de direito e a liberdade da mulher casar por
sua livre vontade.
O VESTIDO DE NOIVA
O primeiro vestido branco foi adaptado em Inglaterra pela Rainha
Vitória, no século XIX, quando se casou com o seu primo, o príncipe
Albert. Uma vez que naquela época era impensável um homem pedir uma
rainha em casamento, o pedido foi feito pela apaixonada noiva.
VÉU
A palavra "véu" vem da palavra árabe, "Hijab" que significa "o
que separa duas coisas". Assim o véu da noiva simboliza a separação
da vida de solteira, para entrar numa nova vida - a de esposa. Os
primeiros véus surgiram na antiga Grécia. Estes acreditavam que a
noiva, ao cobrir o rosto, ficava protegida do mau-olhado das
mulheres e da cobiça dos homens.
A GRINALDA
O uso da grinalda permite que a noiva se distinga dos
convidados, fazendo com que se pareça com uma rainha.
Tradicionalmente, quanto maior a grinalda, maior é o símbolo de
status e de riqueza.
A POSIÇÃO DOS NOIVOS NO ALTAR
A razão da noiva ficar sempre do lado esquerdo do seu noivo tem
a sua origem entre os anglo-saxões. O noivo, temendo um ataque dos
dragões e outras ameaças, como a tentativa de rapto da noiva,
deixava sempre o braço direito livre para sacar a sua espada.
O PADRINHO
A tradição da escolha de um padrinho é, na realidade, um costume
que remonta à Antiguidade, quando se escolhia um bom amigo, na
maioria das vezes um guerreiro tribal, para ajudar a proteger a
noiva de possíveis raptores, os quais muitas vezes rondavam o local
da cerimônia.
LUA-DE-MEL
O termo lua-de-mel poderá ter a sua origem nos casamentos por
captura, ou seja: um homem apaixonava-se por uma mulher, capturava
a amada (muitas vezes contra a sua vontade) e escondia-a por um mês
(de uma lua cheia até outra) num lugar afastado. Durante esse
período, eles bebiam uma mistura afrodisíaca, adocicada com muito
mel, até que ela se rendesse à sua sorte.
Outra versão defende que esta tradição teve origem no povo
germânico, pois era costume se casar na Lua Nova. Na cerimónia, os
noivos bebiam uma mistura de água com mel para proporcionar boa
sorte e quando estes partiam para a noite de núpcias, os vizinhos
costumavam desenhar, com mel, uma lua na porta da casa do casal
para que estes tivesse uma "vida doce", cheia de sorte.